Missão

Promover a evangelização na perspectiva da missão integral, confrontando as pessoas com as boas novas da salvação, possibilitando-lhes um despertar na fé, inserindo-as no Corpo de Cristo, para serem nutridas, desafiando-as a viver essa fé através de diversos dons e ministérios, sinalizando, assim, a plenitude da vida em Cristo Jesus.

Visão

Participar da ação de Deus na expansão do Seu Reino, vivendo a integralidade do Evangelho e espalhando a santidade bíblica a partir dos estados Paraná e Santa Catarina até os confins da Terra.

História do Metodismo

A origem do metodismo está ligada a três nomes: John Wesley, seu autor e organizador, Charles Wesley, seu irmão, escritor de hinos, e George Whitefield, um eloquente pregador e revivalista. Em 1729, John, recém ordenado diácono, se reuniu com um grupo de estudantes organizado por seu irmão Charles, com o propósito de estudar as Escrituras, e praticar a religião com fidelidade. John se tornou o líder do grupo, que, por decisão dos membros, de chamou o clube santo (the holy club) e os metodistas. A sociedade se desfez em 1735.

Após uma viagem à América (1736-1738), John Wesley organizou, em 1739, a primeira Sociedade Metodista, e abriu uma capela (The Foundry) em Londres. Como os púlpitos da Igreja Anglicana estavam fechados aos irmãos Wesley e Whitefield, este decidiu fazer as pregações ao ar livre. Seu sucesso foi enorme, e logo os irmãos Wesley seguiram seu exemplo.

Apesar das intensões de Wesley de permanecer como membro da Igreja Anglicana, quando, em 1740, os seus seguidores foram excluídos da comunhão, ele passou a administrar a comunhão nas suas reuniões. Quando se tornou necessário que Wesley começasse a ordenar os sacerdotes, a separação com a Igreja Anglicana se tornou inevitável, e a nova igreja passou a ser chamada de Metodista.

Em 1742, foi criado um sistema de "classes" entre os metodistas, e dois anos depois foi realizada a primeira conferência anual.

O Metodismo em Florianópolis

De acordo com registros oficiais internos, a Igreja Metodista chegou em Florianópolis em 1971 através da ação missionária do Reverendo William Richard Schisler Filho e Edith Long Schisler. O Reverendo Dico, como era carinhosamente conhecido, era norte americano e servia como missionário na 3ª Região Eclesiástica (São Paulo) e de lá foi enviado, juntamente com sua esposa, para implantar o trabalho Metodista em Florianópolis. O casal estabeleceu residência à Rua Mattos Areias – Estreito (região continental) onde aos domingos transformava a sala de visitas de sua residência em templo para cultuar o Senhor.

O Livro de Registro dos Membros Local foi inaugurado em 02 de maio de 1976 com o registro de vinte e uma pessoas sendo que, o primeiro Concílio Local foi realizado em 15 de maio de 1976 sob a presidência do Rev. Schisler e as atividades da Escola Dominical iniciada em março de 1978.

Em 01 de junho de 1978 foi firmado um contrato entre a prefeitura municipal de Florianópolis representada pelo então prefeito Sr. Esperidião Amim e a Igreja Metodista representada pelo Rev. Schisler, de cessão de um terreno, situado à Rua Pedro Cunha esquina com a Rua João Evangelista da Costa no Bairro da Coloninha – Estreito. O lançamento da pedra fundamental ocorreu em 08 de abril de 1979 e a construção do primeiro pavimento do Templo da Igreja Metodista do Estreito foi concluída em 1982.

​ Foram anos de trabalho árduo, compartilhados com viagens de avaliação do trabalho ministerial do Reverendo Schisler aos Estados Unidos de onde advinham também recursos para a realização das obras da Igreja Metodista no Estreito e do Centro Vivencial para Pessoas Idosas no Itacorubi.

Paralelamente às atividades desenvolvidas em Florianópolis, o Rev. Dico ainda viajava para as cidades de Joinville e Balneário Camboriú, onde logo em seguida foram implantados campos missionários da Igreja Metodista naquelas cidades. E ainda, no bairro do Itacurubi em Florianópolis.

Ao longo destes anos, além do Reverendo William Richard Schisler Filho, a Igreja Metodista do Estreito foi pastoreada pelos seguintes pastores: Luís Wesley de Souza; Neivair Mendes Matoso; Paulo Cesar da Silva; José Antônio Martins; Renato Domingos Benvenutti e Ronivau Amaro, atual pastor titular.

O Metodismo no Brasil

Junius Estaham Newman, pastor metodista e Superintendente Distrital, foi o pioneiro da obra metodista permanente no Brasil. "J. E. Newman, recomendado para a Junta de Missões para trabalhar na América Central ou Brasil": essa foi a nomeação que ele recebeu em 1866, na Conferência Anual. Após ter servido durante a Guerra Civil Americana, como capelão às tropas do Sul, observou que muitos metodistas do Sul emigraram para as Américas do Sul e Central e acompanhou-os.

A Guerra deixou endividada a Junta, sem possibilidade de enviar obreiros para qualquer local. Newman financiou sua própria vinda ao Brasil, com suas modestas economias. Chegou ao Rio de Janeiro em agosto de 1867, mas fixou residência em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara do Oeste, província de São Paulo. Desde 1869, pregou aos colonos, mas, dois anos mais tarde, no terceiro domingo de agosto, organizou o "Circuito de Santa Bárbara".

O primeiro salão de culto - antes era uma venda - foi uma pequena casa, coberta de sapé e de chão batido. Newman trabalhava com os colonos norte-americanos e pregava em inglês. Um dos motivos da demora de Newman em organizar uma paróquia metodista, é que ele pregava, principalmente para metodistas, batistas, presbiterianos e a todos que desejassem ouvir sua mensagem, pensando ser mais sábio unir os "ouvintes" em uma única igreja, sem placa denominacional.

Mas depois, todas as denominações organizaram-se em igrejas, de acordo com sua origem eclesiástica nos EUA. Newman insistiu, através de suas cartas, para que os metodistas norte-americanos abrissem uma missão em nosso país. Em 1876, a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal Sul, despertada através da publicação das cartas nos jornais metodistas nos EUA, enviou seu primeiro obreiro oficial: John James Ranson. Dedicou-se ao aprendizado do português para proclamar a boa-nova aos brasileiros.

J. E. Newman e sua família mudaram-se para Piracicaba, SP, onde permaneceram entre 1879 e 1880, quando as filhas de Newman, Annie e Mary, organizaram um internato e externato. O "Colégio Newman" é considerado precursor do Colégio Piracicabano, hoje Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).